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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Limão com Açúcar

Cheirinho de limão com açúcar, embora eu nem goste de limão, é o cheirinho de acordar após uma noite bem dormida. Não tem igual uma noite dormida após uma corridinha puxada, no calor de 35 graus... Pois é, ontem foi meio puxadinho, mas não sou doida não, me hidratei bem antes, durante e depois dos 11 km que corri. E outra coisa, como dizia Cazuza, meus heróis morreram de overdose. Como não sou herói de ninguém nem de mim mesmo, após os 9,5km quando já não dava mais mesmo, comecei a caminhar, que também é muito legal. Eu acho muito bizarro pessoas comuns, que nem eu e você se estrupiarem todas para correr mais do que podem. Em uma competição ainda vai, sei lá, é até legal dar uma puxadinha a mais e faturar um podiozinho, nem que seja terceiro lugar de três corredores de 40-45 anos feminino ;)! Mas vejo a corrida mais zen, como esporte e como modo de vida. Minha vida já é meio estressante, para quê eu vou querer um hobby para me estressar mais ainda?
Então é assim, corro, mas não corro para me estrupiar, até corro para me superar, dia-a-dia, mas não para superar os outros. Acontece, é claro, de uma vez ou outra a gente ficar com uma dorzinha aqui ou ali, é aquela dorzinha gostosa, que dói doído e dói para rir e para iniciar o movimento, até aí tá tudo certo...
Se estou correndo e vejo um pássaro diferente eu paro, fecho o app de corrida (oh my god, que heresia!), e tiro uma foto para postar no Instagram. Mais importante que a linha de chegada é o caminho. O aprendizado. Os limites de cada um, e o dia que superamos esses limites, mesmo devagarinho. Há de se comer o mingau quente pelas beiradas! Não adianta correr que nem um doido e não curtir, não relaxar, não se divertir. Aliás que não se diverte no seu cotidiano, morreu, e esqueceu de deitar.




segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Correr no Horário de Verão

Olha, sou persistente,senão já teria desistido de correr de tarde, com esse horário de verão. Saio daqui 'as 17h (então são, na verdade 16h). Sol fervendo o asfalto. Mesmo com água no cinto, aquele vapor que sobe do asfalto até cega a gente.
Sexta-feira passada, depois da penúltima subida, sentido Herculândia-Tupã (depois do Motel), lá pelo km 506, eu senti cãimbras até no bumbum (meu pai me ensinou que bunda é muito feio).
Os óculos especiais de corrida embaçavam toda hora, mas se eu tirasse não aguentava o sol de frente...
Que situação...
Pensei então se não compensaria correr ANTES do trabalho, mas daí seria pior ainda, pois saio de casa 'as 6:30 para o trabalho, então teria que correr lá pelas 5h (na verdade 4h)... Sem chance... eu, no asfalto, no escuro? Nem morta, não esquece que sou carioca, e para o carioca ficar no escuro na rua é risco de vida.
Gostaria de saber uma coisa, será que a economia de energia é tanta assim, que valha a pena ficar 133 dias num horário que quando a gente começa a se acostumar com ele, já está acabando?
Fico pensando numa alternativa mais econômica e com menos sacrifício para o povo brasileiro.
E se houvesse um conbate real 'a corrupção, com os bandidos de colarinho branco na cadeia, e o dinheiro surrupiado devolvido? Será que isso não renderia pelo menos dez vezes mais dinheiro para os cofres públicos do que os tostões arrecadados com a economia de energia? 
E se houvessem mais investimentos em energia residencial e industrial limpa?
E se houvesse estímulos para a indústria fabricar cataventos e painéis solares? Sim, pois fui procurar cataventos para instalar energia eólica lá na chácara, e só tem uma ou  duas fábricas, lá no nordeste, só de frete a gente fica pobre.
Mas nosso governo é mestre em fazer isso, medidas antipáticas mas que resolvem um pouco a curto prazo. Nada que resolva muito a médio e longo prazo.
Enquanto isso, lá vou eu, fervendo até a última gota, com a bunda (ah pops, finge que não leu, tá?) em pandareco. Obrigada Dilma, vejo porque você não corre, deve ser por causa do horário de verão, né.