Papai, eu vou fazer medicina, vou prá Amazônia cuidar dos índios, e de sobra vou também descobrir a cura da alergia!
Já fazem mais de 30 anos que falei isso para o meu pai, e ele meio que orgulhoso, meio que descrente, falou "que bom, minha filha"
Mal sabia ele, que um terço dessa frase ia ser verdadeira. Sim, um terço, porque não fui para a Amazônia cuidar de índio (ainda) e não descobri a cura da alergia (e não estou nem perto disso).
Mas faria tudo de novo. As noites estudando, as noites estudando, as noites estudando, e os dias também.
Ia para a praia e levava livros e notas. Minha cor de carioca? Amarelo-faculdade!
Filhos? Durante a faculdade. Fui parindo e levando eles comigo. Depois levava para os plantões.
E quando descobri a Internet? Meu Deus, que maravilha! Agora informação é de graça!
Fazer cursos 'a distância! Nossa, quanta coisa aprendi, mesmo depois de formada!
Parabéns para todos meus colegas, pois amanhã é o dia do Médico!
Parabéns para mim, e para o meu pai, que acreditou em mim, mesmo eu sendo uma pirralha do cabelo despenteado, magrela, mas já tinha a cor amarelo-faculdade!
